
Eça de Queirós e D. Luís de Castro Pamplona, conde de Resende, viajaram para o Egito em 1869 para assistirem à inauguração do canal de Suez, um evento que motivou feéricos festejos e propiciou aos dois amigos uma viagem pelo Norte do país do Nilo com um prolongamento pela então chamada Terra Santa, num percurso emotivo que incluiu uma visita no Sul da península do Sinai. O roteiro queirosiano traçado entre o Egito e Israel permite hoje aos viajantes (e são muitos os interessados) jornadear por terras cheias de história, de cultura e de monumentos, graças às boas e profícuas relações que estes dois países têm entre si atualmente, facilitando assim a escolha deste roteiro como um aliciante e enriquecedor destino turístico.

Nesta aula do Curso de História, Património e Turismo pretendemos abordar a questão dos hotéis ditos queirosianos. Mas, o que são? Que características têm? Onde se localizam? Quantos existem? E porque os designamos assim?
A estas e outras questões queremos dar resposta apresentando um estudo de caso que fizemos à volta do Hotel Lawrence em Sintra, por onde passaram numerosíssimos viajantes que deixaram marcas na História e na Literatura, masculinos e femininos, portugueses e estrangeiros, jovens à procura de aventura, e menos jovens que ali pernoitaram no desempenho das suas funções. Uns e outros registaram a sua opinião de que agora nos servimos para nos ajudar a esclarecer a principal questão: o que é um hotel queirosiano?
O Turismo como fator económico, social e cultural
O Turismo tem vindo a crescer e a tornar-se um dos setores económicos mais importante do mundo. Durante os últimos anos, o turismo foi fortemente afetado pela pandemia, dado que os fluxos de pessoas, os transportes bem como os setores do alojamento, restauração, cultura e lazer estiveram encerrados. Contudo, com a retoma da normalidade, o turismo irá regressar ainda com mais força.
O ‘novo turismo’ que aí vem terá um perfil substancialmente diferente do que estávamos habituados. Os consumidores irão procurar destinos e produtos mais sustentáveis, bem como atividades associadas à cultura e património.
Durante a nossa apresentação iremos dissertar sobre a evolução do turismo, enfatizando as novas realidades emergentes tendo por base a cultura e o património. Iremos trazer para a discussão a importância do turismo criativo, tendo por base trabalhos que temos desenvolvido ao nível do concelho de Barcelos.
Carlos Costa
Professor Catedrático da Universidade de Aveiro

Sendo uns dos mais conhecidos produtos portugueses o Vinho do Porto tem uma longa História a qual é muitas vezes ignorada ou preterida em favor de alguns mitos ou fantasias sobre a sua evolução até aos dias de hoje. Nesta palestra vamos abordar alguns desses mitos escusados e confrontá-los com a História
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Turismo Militar, Turismo de Guerra ou Rotas de Campos de Batalha?
O termo Turismo Militar, em Portugal, carece ainda de uma conceptualização teórica e académica desenvolvida. Nos últimos anos surgiram iniciativas e Associações que assumiram o termo Turismo Militar. Mas este só passou a existir quando se formaram esses coletivos. Antes de se impor uma designação autónoma, como sucedeu com o Turismo Religioso, não existiam já roteirizações de temática militar ou ligada a conflitos? E este Turismo, que abordagens é que faz? Qual o potencial de conteúdos? Que forma de dinamizar e animar um tema tão controverso que alguns críticos o associam ao Dark Tourismo ou ao Turismo Tanatológico. Mas terá que ser mesmo assim?
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