
📍 Solar Condes de Resende, Canelas
📅 Sábado | 21 de fevereiro de 2026
⌚ 15h00 - 17h00
Curso livre evocativo 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco (1825-2025)
Camilo no Cinema
Desde 1921, através de Amor de Perdição de George Pallu, que Camilo Castelo Branco está presente no Cinema Português, repetindo em 1943 com a adaptação de António Lopes Ribeiro e em 1979 com a de Manoel de Oliveira.
Mas entretanto foram sendo levadas à 7.ª Arte outras obras suas, ou adaptações delas, como Retrato de Ricardina (1989); O Livro Negro do Padre Luís (2005), ou Mistérios de Lisboa (2010), para já não falar de produções cinematográficas sobre temas camilianos revisitados por outros autores, como Francisca de Manoel de Oliveira (1981), que em 1992 realiza O dia do Desespero sobre os últimos dias do escritor. Nos 200 anos do seu nascimento várias entidades promovem a sua vida e a sua obra através da visualização destas obras, pois Camilo está presente no Cinema Português há mais de cem anos.
Mário Augusto, jornalista
Frequência implica inscrição e pagamento prévios; possibilidade de pagamento de aula avulsa.

O TEATRO DE CAMILO: DE COMO ALICERÇOU AS SUAS BASES A COMO PODERÁ SER VISTO HOJE
De Novalis e do Sturm und Drang até ao drama e comédia na Europa do século XIX. Da importância do prefácio de Victor Hugo à sua peça Cromwell que definiu as bases do teatro romântico no seu século. A importância do drama e da comédia no romantismo, sem esquecer a contribuição da farsa e, até, da tragédia, estas, sobretudo, no teatro alemão. Goethe, Lessing, mas também Byron, por exemplo. O aparecimento da encenação no Teatro (1860, Jorge II, Duque de Saxe-Meiningen e o realismo e os seus reflexos na Europa). Garrett, Mendes Leal… e Camilo Castelo Branco. A comédia e o drama camilianos poderiam (deveriam) ser hoje farsa e tragédia, os dois géneros nobres no Teatro. Camilo a partir de duas peças: O Morgado de Fafe Amoroso e O Assassino de Macário, esta uma adaptação livre de um original francês. A visão de António Pedro.
Júlio Gago: uma espécie de introdução ao que irei abordar no dia 7 de Fevereiro de 2026.

I Mariani delle Devesas: Seda e algodão
Porque existe o topónimo Mariani na Rua Barão do Corvo, nas Devesas? José Mariani, nascido na Lombardia, veio para Portugal ainda jovem e estabeleceu-se no Bonfim, onde deu continuidade ao ofício que trazia de Monza e da tradição familiar, afirmando-se como negociante e industrial de seda. Do Porto, já casado e com filhos, terá mudado para Gaia, para esse microcosmo em mudança das Devesas, que com a chegada do comboio, terá visto a sediação de várias empresas e fábricas, entre elas a sua, agora de algodão.
Não terá sido só o patriarca a marcar o seu tempo, os seus filhos tiveram mão na indústria, sociedade, política, cultura e urbanização do Porto e Gaia.
Também o fizeram os seus netos e sua prole, tendo casado com famílias notáveis da região à altura, e sendo ainda responsáveis por mudanças na urbe, no coração de Gaia, e do fim da própria fábrica, no sítio que hoje ainda guarda o seu nome.
Alexandre Farinhote

DOMINGOS CARVALHO DA SILVA (1915-2003) – UM GRANDE POETA LUSO-BRASILEIRO, NASCIDO EM PEDROSO (VILA NOVA DE GAIA)
A comunicação, no âmbito do curso livre evocativo dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco (1825-2025), evoca a vida e obra do poeta Domingos Carvalho da Silva. Nasceu em Leirós (Pedroso, Vila Nova de Gaia) em 21 de junho de 1915 ecedo partiu para o Brasil, com a família, tendo-se fixado na cidade de S. Paulo onde continuou os seus estudos e se formou em Direito em 1937. Na Universidade, ensaiou os primeiros poemas, publicados em antologias e publicou o seu primeiro livro de poemas, mais tarde repudiado. Foi advogado, professor e funcionário federal. Foi poeta, contista e ensaísta e professor de Teoria da Literatura e Literatura Brasileira na Universidade de Brasília.

António Augusto Teixeira de Vasconcelos nasceu na freguesia da Sé na cidade do Porto a 1 de novembro de 1816 e faleceu em Paris em 1878.
A sua vida foi multifacetada; tendo sido nomeado capitão de milícias por D. Miguel participou nas Guerras Liberais e mais tarde na Patuleia.
Entre conflitos inscreveu-se na Universidade de Coimbra onde concluiu o curso de Direito. Ao mesmo tempo foi jornalista, escritor e diplomata. Fundador de jornais e revistas, autor de numerosos folhetins, romances, peças de teatro e de outros géneros de escrita a que poderíamos, à época, chamar histórica. Pertenceu a numerosas instituições portuguesas e estrangeiras tendo recebido várias medalhas e condecorações.

Em 2026 é na primeira quinta-feira do mês!
(Desta vez na segunda...)
Os pilares da city mark gaiense
O conceito de city mark está hoje generalizado pelas grandes cidades internacionais, mas também em muitas outras urbes de grande, média e até pequena dimensão, quando não mesmo vilas e até aldeias. Pressupõe que disponibilize conteúdos únicos ou singulares. Nesta palestra vamos abordar os principais pilares que poderão caraterizar a city mark gaiense num mundo global.
Ingressar na reunião Zoom
https://us02web.zoom.us/j/85982886246...
ID da reunião: 859 8288 6246
Senha: 665846

«Considerada «Guerrilha Literária» (A. Campos Matos) ou «Polémica a Haver» (Carlos Reis),a não-relação entre Camilo Castelo Branco e Eça de Queirós não se reduziu a ataques diretos e contundentes - que esperavam resposta - nem por entrelinhados subliminares: as facécias, de parte e de outra, deram o mote a cada um dos autores para abordar, ou somente provocar, o émulo distante. São essas facécias que vamos relancear durante a sessão de «Camilo e Eça».
Irene Fialho
Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra

«As capas da nova série da Revista de Portugal»
por J. A. Gonçalves Guimarães
do Gabinete de História, Arqueologia e Património
As capas da Revista de Portugal fundada por Eça de Queirós em 1889 eram muito sóbrias e sem qualquer ilustração. O seu fundador e diretor apostava então na variedade e qualidade da prosa dos artigos para cativar os leitores. Hoje, a nova série desta revista editada pela Confraria Queirosiana apresenta capas coloridas com um certo grafismo e mensagens explícitas ou subliminares que apelam à história do design de capas de publicações periódicas em Portugal. Apresenta.se uma revisitação das capas dos seus vinte e dois números já publicados.
Pág. 3 de 55